Longos dias e belas noites Sais! E que sejam muitos sobre a terra, é o que lhes desejo, digo a verdade e assim é. Agradeçam.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
178P - I
Tentaram de tudo contra aquela besta das trevas, advinda, ninguém duvidava, do mais profundo abismo do inferno cristão. Perderam companheiros na luta, mas nenhum arranhão fizeram na besta. Fora tudo inútil. Balas de prata, água benta, sal, faca de latão, exorcismo, decaptação, estocada no coração, esquartejamento... Mas nada foi suficiente para ferir a besta maldita...
Estavam todos ali, naquele quarto cuja única iluminação era uma lâmpada que pendia do teto no meio da sala, parando a pouco mais de um metro da mesa que ficava no centro. As paredes eram cobertas de livros, de todos os tamanhos, todos muito velhos e empoeirados. Todos os que sobraram, ou melhor, sobreviveram, vasculhavam-nos como se suas vidas dependessem disso. Dependiam.
Tudo que se ouvia eram o movimentar de folhas, o barulho da chuva e o uivar do vento, até que de repente a porta se abre. Um relâmpago revela uma silhueta. Um passo para a frente. Ele cai. Mas antes de morrer, olhou para todos com enormes olhos que transbordavam terror e pânico, e disse: Tudo falhou porque aquilo era uma
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